Os Juniores do CD Arrifanense disputam a fase de manutenção (Série B) da 2ª Divisão Nacional.
No último jogo conseguiram um importante empate em casa com o Espinho a 2 bolas.
CDA - Gouveia
Sábado 2 Maio 15:00
Todo o apoio é fundamental para vencer este importante jogo de forma a manter a esperança da manutenção no Campeonato Nacional.
26/04/09
24/04/09
Recriação Histórica Invasões Francesas em Arrifana
A celebração dos 200 anos da resistência às Invasões Francesas em Arrifana (Santa Maria da Feira) foi um enorme sucesso graças à dedicação dos voluntários, à Junta de Freguesia Arrifana, CM da Feira, EM Feira Viva, Associações culturais e Grupos Teatro Feirenses e à divulgação em todos os meios de comunicação locais e nacionais com destaque para os directos nos noticiários da RTP.
Sugerimos a visualização dos vídeos disponibilizados pelo site da Rádio Clube da Feira.
Videos em http://www.radioclubedafeira.pt/index.php/2009/04/22/milhares-em-arrifana/
Sugerimos a visualização dos vídeos disponibilizados pelo site da Rádio Clube da Feira.
Videos em http://www.radioclubedafeira.pt/index.php/2009/04/22/milhares-em-arrifana/
12/04/09
Bicentenário Invasões Francesas em Arrifana
PROGRAMA
14 Abril
08h00
» Repiques de sinos e salvas
» Içar das bandeiras
Monumento aos Mártires de Arrifana
10h15
» Abertura das exposições
"Soldados da Guerra Peninsular" - miniaturas
"1º Centenário da Guerra Peninsular na Ilustração Portuguesa" [AMP - Área Metropolitana do Porto]
Horário – ter. a qui. 10h00 › 22h00 · sex. e sáb. 10h00 › 23h30 · dom. 10h00 › 22h00
Antiga Junta de Freguesia
» Abertura da exposição
"Armamento e o Massacre da Buciqueira" [colecção particular de Dr. Marques Vilar]
Horário – ter. a qui. 10h00 › 22h00 · sex. e sáb. 10h00 › 23h30 · dom. 10h00 › 22h00
Actual Junta de Freguesia
» Abertura das exposições
"A Guerra Peninsular na Literatura"
"A Guerra Peninsular na Banda Desenhada" [Sociedade Histórica para a Independência de Portugal AMP - Área Metropolitana do Porto]
Horário – te. a sáb. 10h00 › 19h00
Escola EB 2/3 de Arrifana
14 Abril
08h00
» Repiques de sinos e salvas
» Içar das bandeiras
Monumento aos Mártires de Arrifana
10h15
» Abertura das exposições
"Soldados da Guerra Peninsular" - miniaturas
"1º Centenário da Guerra Peninsular na Ilustração Portuguesa" [AMP - Área Metropolitana do Porto]
Horário – ter. a qui. 10h00 › 22h00 · sex. e sáb. 10h00 › 23h30 · dom. 10h00 › 22h00
Antiga Junta de Freguesia
» Abertura da exposição
"Armamento e o Massacre da Buciqueira" [colecção particular de Dr. Marques Vilar]
Horário – ter. a qui. 10h00 › 22h00 · sex. e sáb. 10h00 › 23h30 · dom. 10h00 › 22h00
Actual Junta de Freguesia
» Abertura das exposições
"A Guerra Peninsular na Literatura"
"A Guerra Peninsular na Banda Desenhada" [Sociedade Histórica para a Independência de Portugal AMP - Área Metropolitana do Porto]
Horário – te. a sáb. 10h00 › 19h00
Escola EB 2/3 de Arrifana
16 Abril
08h00
» Repiques de sinos e salvas
15h00
» Escolas evocam Invasões Francesas
Encenação histórica "As Invasões Francesas e as Linhas de Torres Vedras" Fanfarra Militar Apresentação de Estudo sobre as 3 Invasões Francesas Conferência sobre as Invasões: o Fuzilamento de Arrifana
Escola EB 2/3 de Arrifana
21h00
» Escolas evocam as Invasões Francesas
Apresentação de Estudo sobre as 3 Invasões Francesas Hino Arrifanense [EB1 da Carvalhosa, EB1do Outeiro e EB1 de Manhouce] Declamação de poemas do século XIX Hino monárquico e coreografia [Projecto Música e Movimento da escola] Recriação histórica dos Quintados [peça de teatro - clube de teatro da escola] Música do século XIX [alunos 9ºA com a participação de alunos das escolas de música de S. João da Madeira e Fornos]
Salão dos Bombeiros *
08h00
» Repiques de sinos e salvas
15h00
» Escolas evocam Invasões Francesas
Encenação histórica "As Invasões Francesas e as Linhas de Torres Vedras" Fanfarra Militar Apresentação de Estudo sobre as 3 Invasões Francesas Conferência sobre as Invasões: o Fuzilamento de Arrifana
Escola EB 2/3 de Arrifana
21h00
» Escolas evocam as Invasões Francesas
Apresentação de Estudo sobre as 3 Invasões Francesas Hino Arrifanense [EB1 da Carvalhosa, EB1do Outeiro e EB1 de Manhouce] Declamação de poemas do século XIX Hino monárquico e coreografia [Projecto Música e Movimento da escola] Recriação histórica dos Quintados [peça de teatro - clube de teatro da escola] Música do século XIX [alunos 9ºA com a participação de alunos das escolas de música de S. João da Madeira e Fornos]
Salão dos Bombeiros *
17 Abril
08h00
» Repiques de sinos e salvas
14h30
» Içar da bandeira nacional junto ao Monumento aos Mártires
» Hino nacional
» Cerimónia de homenagem aos mártires de arrifana
» Deposição de coroa flores no Monumento aos Mártires de Arrifana
» Deposição de coroa flores nas Alminhas dos Fuzilados
» Descerramento de placa evocativa do Bicentenário das Invasões Francesas em Arrifana
Monumento aos Mártires de Arrifana
15h30
» Desfile da Fanfarra do Exército e da Banda de Música de Arrifana
Monumento › Junta de Freguesia
16h00
» Sessão solene - Bicentenário das Invasões Francesas em Terras de Santa Maria
» Apresentação das Milícias da Feira
Junta de Freguesia
19h15
» Missa Te-deum
Igreja Matriz
21h00
» Içar das bandeiras
» Abertura do Acampamento
Acampamento / junto ao largo da feira
22h00
» Concerto evocativo pelo maestro António Vitorino de Almeida e recital de poesia por Aurelino Costa
Salão dos Bombeiros *
00h00
» Arriar das bandeiras
Acampamento
18 Abril
10h00
» Repiques de sinos e salvas
» Içar de bandeiras
Acampamento
10h00
» Escolas evocam Invasões Francesas
Exposição de trabalhos dos alunos do 1º, 2º e 3º ciclo
Horário – ter. a sáb. 10h00 › 19h00
Escola EB 2/3 de Arrifana
15h00
» Escolas evocam Invasões Francesas
Jogos Sem Fronteiras Taberna gastronómica do séc. XIX
Escola EB2/3 de Arrifana
14h00 » 18h00
» Exercícios militares
» Vivências de um acampamento militar do século XIX - demonstração equestre, render da guarda, preparação de armas e canhões
Acampamento
16h00
» Apresentação de publicações
"Um Padrão de Glória em Santa Maria d’Arrifana" autor Augusto Telmo "Arrifana e as Invasões Francesas: Colectânea de Textos" coordenação de Roberto Carlos e colaboração de Francisco Ribeiro da Silva
» Lançamento de Medalha evocativa do Bicentenário das Invasões Francesas em Arrifana
Junta de Freguesia
21h30
» Concerto de homenagem às vítimas do massacre de 17 de Abril de 1809
Igreja Matriz *
00h00
» Arriar das bandeiras
Acampamento
10h00
» Repiques de sinos e salvas
» Içar de bandeiras
Acampamento
10h00
» Escolas evocam Invasões Francesas
Exposição de trabalhos dos alunos do 1º, 2º e 3º ciclo
Horário – ter. a sáb. 10h00 › 19h00
Escola EB 2/3 de Arrifana
15h00
» Escolas evocam Invasões Francesas
Jogos Sem Fronteiras Taberna gastronómica do séc. XIX
Escola EB2/3 de Arrifana
14h00 » 18h00
» Exercícios militares
» Vivências de um acampamento militar do século XIX - demonstração equestre, render da guarda, preparação de armas e canhões
Acampamento
16h00
» Apresentação de publicações
"Um Padrão de Glória em Santa Maria d’Arrifana" autor Augusto Telmo "Arrifana e as Invasões Francesas: Colectânea de Textos" coordenação de Roberto Carlos e colaboração de Francisco Ribeiro da Silva
» Lançamento de Medalha evocativa do Bicentenário das Invasões Francesas em Arrifana
Junta de Freguesia
21h30
» Concerto de homenagem às vítimas do massacre de 17 de Abril de 1809
Igreja Matriz *
00h00
» Arriar das bandeiras
Acampamento
19 Abril
10h00
» Repiques de sinos e salvas
» Içar de bandeiras
acampamento
11h00
» Missa e bênção da Bandeira do Bicentenário
Cerimónias presididas pelo Excelentíssimo e Reverendíssimo Bispo do Porto D. Manuel Clemente
Igreja matriz
15h00 » 18h00
» Recriação histórica "Os Quintados de Arrifana"
Acampamento, ruas de Arrifana, Igreja Matriz e Buciqueira
18h30
» Marcha em continência, em homenagem aos fuzilados, à bandeira do centenário e ao Monumento aos Mártires
Ruas de Arrifana
21h30
» Concerto Sinfónico pela Banda Militar do Porto
Largo Manuel José Pereira
00h00
» Arriar das bandeiras
Acampamento
* lotação limitada
29/03/09
Programa 200 Anos Resistência Invasões Francesas
Recriação Histórica - 19 Abril 15 horas
Locais: Largo do Monumento; Largo da Feira dos 4; Largo Élio Amorim em frente à Igreja; Rua Dr. António Gomes Rebelo até à Rua da Buciqueira (antiga serração do Teixeira)
Em breve será aqui publicado o programa detalhado das Comemorações que vão decorrer entre 14 e 19 de Abril com várias exposições.
Próximo ensaio: Domingo 5 de Abril 16 horas no Largo da Feira dos 4 em frente aos Correios
Assembleia Freguesia
Na 5ª feira 2 de Abril realizou-se a Assembleia de Freguesia de Arrifana. Foi aprovado com 8 votos a favor e 5 abstensões o Relatório e Contas do exercicio de 2008. As principais actividades de 2008 foram:
- Obras no campo nº2
- Passeios
- Alargamentos
- Sinalização
- Obras nas escolas
- Festival das colectividades
Foi comunicado que o programa do Bicentenário da Resistência às Invasões Francesas foi concluído e será distribuido à população a partir deste fim de semana.
As obras da zona de lazer só serão concluídas depois da Simria colocar o colector que tem projectado para a zona.
O público presente denunciou a ilegalidade de uma construção na Rua Burgo de Ryfana e lamentou o encerramento da passagem de nível das Laceiras pela Refer sem que fosse criada uma passagem inferior.
- Obras no campo nº2
- Passeios
- Alargamentos
- Sinalização
- Obras nas escolas
- Festival das colectividades
Foi comunicado que o programa do Bicentenário da Resistência às Invasões Francesas foi concluído e será distribuido à população a partir deste fim de semana.
As obras da zona de lazer só serão concluídas depois da Simria colocar o colector que tem projectado para a zona.
O público presente denunciou a ilegalidade de uma construção na Rua Burgo de Ryfana e lamentou o encerramento da passagem de nível das Laceiras pela Refer sem que fosse criada uma passagem inferior.
Futebol Inatel
1ª Divisão
Manhôce FC 0-0 Pousadela
Nadais 3-0 Os Arrifanenses
Os Arrifananses 0-2 Pigeiros
2ª Divisão
JUAT 0-0 Hyppies FC
Raiva 0-0 JUAT
Hippyes FC 0-0 Vale
Manhôce FC 0-0 Pousadela
Nadais 3-0 Os Arrifanenses
Os Arrifananses 0-2 Pigeiros
2ª Divisão
JUAT 0-0 Hyppies FC
Raiva 0-0 JUAT
Hippyes FC 0-0 Vale
História das Invasões Francesas em Arrifana
"Na madrugada de 17 de Abril de 1809 o exército francês cerca e toma de assalto a pacata povoação de Arrifana. Quem oferece resistência ou ensaia a fuga é morto a tiro, à coronhada ou trespassado pelos sabres e baionetas dos soldados de Napoleão. Grande parte da população procura refúgio no interior da igreja que, no entanto, acaba por se revelar uma verdadeira ratoeira: os franceses obrigarão todos os homens válidos a saírem do templo, seleccionando em seguida um em cada cinco.
Os “quintados” (assim ficaram conhecidos) são de seguida fuzilados pelos invasores. Quando estes partem deixam atrás de si a povoação em chamas e, empilhados no local do massacre, dispersos por campos e caminhos de tentativa de fuga e pendurados de cabeça para baixo em várias árvores, cerca de 70 mortos.
A forte resistência popular ao exército francês invasor foi um dos factores mais característicos da Guerra Peninsular. As populações portuguesas e espanholas foram, com efeito, responsáveis por constantes e hostis acções em relação às tropas napoleónicas. E se essa oposição foi muitas das vezes “passiva” e materializada no abandono das povoações e propriedades e na destruição dos bens que, de algum modo, pudessem servir ao inimigo, não é menos verdade que esta resistência assumiu crescente e correntemente facetas bélicas.
Multiplicavam-se, na realidade, as emboscadas e pequenas acções militares que, tanto ou mais do que fragilizar o ocupante pelas baixas que provocavam, o desmoralizavam dado o constante clima de medo pelo inesperado em que as tropas viviam. De resto, vários estudiosos têm defendido que foi com a Guerra Peninsular que a expressão “guerrilla” (pequena guerra) adquiriu o significado de resistência popular contra um invasor ou inimigo do povo pelo qual é hoje universalmente reconhecida.
Muitas vezes, contudo, as emboscadas sobre o exército francês acabaram por o motivar para duras acções punitivas de vingança sobre as populações. Foi o que aconteceu em Arrifana, durante a 2ª Invasão Francesa, em 17 de Abril de 1809.
Tudo começou poucos dias antes quando o tenente-coronel Lameth, ajudante de campo do General Soult que comandava esta invasão e desde 29 de Março ocupara o Porto, parte desta cidade, acompanhado por outros cavaleiros franceses, levando consigo ordens de Soult para as tropas estacionadas junto ao Vouga.
Não obstante a sua reconhecida competência, em Riba-Ul, Oliveira de Azemeis, este oficial francês e os seus companheiros caíram numa emboscada de paisanos encabeçada pelo chefe da guerrilha de Arrifana Bernardo António Barbosa da Cunha, um dos mais importantes morgados da região que, na sequência da invasão francesa, havia juntado os seus criados e os mancebos vizinhos, dera-lhes instrução militar, e organizara assim um grupo de guerrilheiros que repetidamente emboscava as tropas inimigas que aqui passavam para a frente do Vouga ou regressavam ao Porto.
Face à resistência oferecida por Lameth é o próprio Barbosa da Cunha que o mata a tiro de espingarda. Dois outros franceses morrem também na sequência deste embate, mas os restantes conseguem escapar e, com eles, segue a denúncia dos autores da emboscada.
A vingança do general Soult não se fará esperar. E assim, na madrugada de 12 de Abril, as tropas napoleónicas, comandadas pelo general Thomiers, escreverão mais uma página negra da história das invasões francesas.
Cercada e tomada de assalto a pacata povoação de Arrifana, local de origem da maioria dos elementos da guerrilha de Barbosa da Cunha (que consegue, no entanto escapar, juntamente com a maioria dos seus homens), assistir-se-á em seguida a uma bárbara carnificina. Quem resiste ou procura fugir é morto a tiro, à coronhada ou trespassado pelos sabres e pelas baionetas dos invasores. São poucos, no entanto, estes mortos, se comparados com o número de homens que morreriam poucas horas depois.
O cenário do que se passou é dantesco mas narra-se em poucas palavras: porque para aí foram empurrados pelas tropas ou porque aí procuraram refúgio, grande parte da população concentra-se no interior da igreja que, rapidamente, se transforma numa verdadeira prisão, de onde é impossível fugir. Os franceses obrigarão então todos os homens válidos a saírem do templo, seleccionando em seguida um em cada cinco. Os “quintados” (assim ficaram conhecidos) são levados para o campo da Buciqueira, entre a Arrifana e S. João da Madeira, e de seguida fuzilados.
Lado a lado tombam pais e filhos, irmãos e, pelo menos, 32 homens casados e 12 viúvos. E porque cinco dos infelizes sobreviveram ao fuzilamento, foram mortos posteriormente no lugar onde a guerrilha havia abatido o oficial francês Lameth e deixados, durante vários dias, pendurados de cabeça para baixo em cinco carvalhos que aí existiam.
Foram pois, muito poucos, os que tiveram a sorte do chapeleiro Gaspar que, embora fizesse parte dos “quintados”, não foi atingido no fuzilamento deixando-se, no entanto, cair entre os mortos ensanguentados e, com as mãos atadas, esperar pacientemente pela noite para fugir.
Não se sabe correctamente quantas pessoas morreram nesse dia. Um estudo recente (GUIMARÃES e outros 1997) indica de uma forma clara que só na freguesia da Arrifana os Registos Paroquiais referem 67 óbitos na sequência da intervenção francesa. A estes haverá, no entanto, que acrescentar outros que, feridos de morte, acabam por se refugiar e falecer noutras paróquias ou o caso de algumas vítimas que, por serem de outras povoações vizinhas, foram transportadas pelos seus familiares para as suas terras onde foram sepultadas e registado o seu óbito.
Embora reconheça que, em resultado do desnorte que terá atingido as populações e os seus párocos durante os dias seguintes, se detectem alguns registos de óbito repetidos, Saúl Valente havia salientado já em 1937 que entre as vítimas do fuzilamento se encontram, além dos homens da Arrifana, 2 de Mosteirô, 1 da Vila da Feira e 4 de S. João da Madeira. De resto, sabe-se que oito das vítimas foram enterradas nesta última localidade.
Curiosa é a expressão utilizada pelo pároco de Arrifana nos seus registos. Querendo deixar bem marcada a memória da matança substituiu, nos já referidos 67 óbitos desse dia, o corrente “faleceu da vida presente” por um repetido “morto de repente pelos franceses”, que o mesmo é dizer fuzilados ou, como poucos anos depois (1822) lembraria umas alminhas ainda existentes no centro da Arrifana: “arcabusados pelos franceses”.
Monumento
No Largo da Guerra Peninsular (na parte de cima da Feira dos 4) situa-se o Monumento aos Mártires de Arrifana: um obelisco granítico, com mais de oito metros de altura, inaugurado em 1914 e da autoria de Domingos Maia, um artista local. O escultor José de Oliveira Ferreira, autor do famoso monumento dedicado à Guerra Peninsular no Campo Grande, em Lisboa, é o autor do painel em bronze que representa o fuzilamento de 17 de Abril de 1809, visível numa das faces do monumento, e aí colocado em 1935. É classificado como um Monumento Militar.
Perto do Monumento situam-se as alminhas da Arrifana, datadas de 1822. No seu interior um retábulo naif retrata a cena do fuzilamento e ostenta a seguinte legenda: “PELAS ALMAS DOS NOSSOS IRMÃOS PATRICIOS/ QUE MORRERAM NESTE SITIO ARCABUSADOS PELOS FRAN/ CESES NO ANO DE 1809 P.N.A. M.”. Trata-se de um segundo retábulo, feito já no século XX, que substituiu e procurou copiar o original que, bastante degradado pelo passar dos anos, se encontra na Biblioteca dos Bombeiros Voluntários da Arrifana.
Livro
Gonçalves GUIMARÃES, Sérgio COELHO, Felicidade FERREIRA - “Os Mártires de Arrifana. Memória da Guerra Peninsular”. Arrifana: Junta de Freguesia, 1997, 127 p."
Fonte: Joel CLETO e Suzana FARO- Massacre em Arrifana, Feira. Mortos de repente pelos franceses. O Comércio do Porto. Revista Domingo, Porto, 23 de Janeiro 2000, p.21-22.
Retirado de http://joelcleto.no.sapo.pt/textos/Comercio/MassacreemArrifana.htm/
Os “quintados” (assim ficaram conhecidos) são de seguida fuzilados pelos invasores. Quando estes partem deixam atrás de si a povoação em chamas e, empilhados no local do massacre, dispersos por campos e caminhos de tentativa de fuga e pendurados de cabeça para baixo em várias árvores, cerca de 70 mortos.
A forte resistência popular ao exército francês invasor foi um dos factores mais característicos da Guerra Peninsular. As populações portuguesas e espanholas foram, com efeito, responsáveis por constantes e hostis acções em relação às tropas napoleónicas. E se essa oposição foi muitas das vezes “passiva” e materializada no abandono das povoações e propriedades e na destruição dos bens que, de algum modo, pudessem servir ao inimigo, não é menos verdade que esta resistência assumiu crescente e correntemente facetas bélicas.
Multiplicavam-se, na realidade, as emboscadas e pequenas acções militares que, tanto ou mais do que fragilizar o ocupante pelas baixas que provocavam, o desmoralizavam dado o constante clima de medo pelo inesperado em que as tropas viviam. De resto, vários estudiosos têm defendido que foi com a Guerra Peninsular que a expressão “guerrilla” (pequena guerra) adquiriu o significado de resistência popular contra um invasor ou inimigo do povo pelo qual é hoje universalmente reconhecida.
Muitas vezes, contudo, as emboscadas sobre o exército francês acabaram por o motivar para duras acções punitivas de vingança sobre as populações. Foi o que aconteceu em Arrifana, durante a 2ª Invasão Francesa, em 17 de Abril de 1809.
Tudo começou poucos dias antes quando o tenente-coronel Lameth, ajudante de campo do General Soult que comandava esta invasão e desde 29 de Março ocupara o Porto, parte desta cidade, acompanhado por outros cavaleiros franceses, levando consigo ordens de Soult para as tropas estacionadas junto ao Vouga.
Não obstante a sua reconhecida competência, em Riba-Ul, Oliveira de Azemeis, este oficial francês e os seus companheiros caíram numa emboscada de paisanos encabeçada pelo chefe da guerrilha de Arrifana Bernardo António Barbosa da Cunha, um dos mais importantes morgados da região que, na sequência da invasão francesa, havia juntado os seus criados e os mancebos vizinhos, dera-lhes instrução militar, e organizara assim um grupo de guerrilheiros que repetidamente emboscava as tropas inimigas que aqui passavam para a frente do Vouga ou regressavam ao Porto.
Face à resistência oferecida por Lameth é o próprio Barbosa da Cunha que o mata a tiro de espingarda. Dois outros franceses morrem também na sequência deste embate, mas os restantes conseguem escapar e, com eles, segue a denúncia dos autores da emboscada.
A vingança do general Soult não se fará esperar. E assim, na madrugada de 12 de Abril, as tropas napoleónicas, comandadas pelo general Thomiers, escreverão mais uma página negra da história das invasões francesas.
Cercada e tomada de assalto a pacata povoação de Arrifana, local de origem da maioria dos elementos da guerrilha de Barbosa da Cunha (que consegue, no entanto escapar, juntamente com a maioria dos seus homens), assistir-se-á em seguida a uma bárbara carnificina. Quem resiste ou procura fugir é morto a tiro, à coronhada ou trespassado pelos sabres e pelas baionetas dos invasores. São poucos, no entanto, estes mortos, se comparados com o número de homens que morreriam poucas horas depois.
O cenário do que se passou é dantesco mas narra-se em poucas palavras: porque para aí foram empurrados pelas tropas ou porque aí procuraram refúgio, grande parte da população concentra-se no interior da igreja que, rapidamente, se transforma numa verdadeira prisão, de onde é impossível fugir. Os franceses obrigarão então todos os homens válidos a saírem do templo, seleccionando em seguida um em cada cinco. Os “quintados” (assim ficaram conhecidos) são levados para o campo da Buciqueira, entre a Arrifana e S. João da Madeira, e de seguida fuzilados.
Lado a lado tombam pais e filhos, irmãos e, pelo menos, 32 homens casados e 12 viúvos. E porque cinco dos infelizes sobreviveram ao fuzilamento, foram mortos posteriormente no lugar onde a guerrilha havia abatido o oficial francês Lameth e deixados, durante vários dias, pendurados de cabeça para baixo em cinco carvalhos que aí existiam.
Foram pois, muito poucos, os que tiveram a sorte do chapeleiro Gaspar que, embora fizesse parte dos “quintados”, não foi atingido no fuzilamento deixando-se, no entanto, cair entre os mortos ensanguentados e, com as mãos atadas, esperar pacientemente pela noite para fugir.
Não se sabe correctamente quantas pessoas morreram nesse dia. Um estudo recente (GUIMARÃES e outros 1997) indica de uma forma clara que só na freguesia da Arrifana os Registos Paroquiais referem 67 óbitos na sequência da intervenção francesa. A estes haverá, no entanto, que acrescentar outros que, feridos de morte, acabam por se refugiar e falecer noutras paróquias ou o caso de algumas vítimas que, por serem de outras povoações vizinhas, foram transportadas pelos seus familiares para as suas terras onde foram sepultadas e registado o seu óbito.
Embora reconheça que, em resultado do desnorte que terá atingido as populações e os seus párocos durante os dias seguintes, se detectem alguns registos de óbito repetidos, Saúl Valente havia salientado já em 1937 que entre as vítimas do fuzilamento se encontram, além dos homens da Arrifana, 2 de Mosteirô, 1 da Vila da Feira e 4 de S. João da Madeira. De resto, sabe-se que oito das vítimas foram enterradas nesta última localidade.
Curiosa é a expressão utilizada pelo pároco de Arrifana nos seus registos. Querendo deixar bem marcada a memória da matança substituiu, nos já referidos 67 óbitos desse dia, o corrente “faleceu da vida presente” por um repetido “morto de repente pelos franceses”, que o mesmo é dizer fuzilados ou, como poucos anos depois (1822) lembraria umas alminhas ainda existentes no centro da Arrifana: “arcabusados pelos franceses”.
Monumento
No Largo da Guerra Peninsular (na parte de cima da Feira dos 4) situa-se o Monumento aos Mártires de Arrifana: um obelisco granítico, com mais de oito metros de altura, inaugurado em 1914 e da autoria de Domingos Maia, um artista local. O escultor José de Oliveira Ferreira, autor do famoso monumento dedicado à Guerra Peninsular no Campo Grande, em Lisboa, é o autor do painel em bronze que representa o fuzilamento de 17 de Abril de 1809, visível numa das faces do monumento, e aí colocado em 1935. É classificado como um Monumento Militar.
Perto do Monumento situam-se as alminhas da Arrifana, datadas de 1822. No seu interior um retábulo naif retrata a cena do fuzilamento e ostenta a seguinte legenda: “PELAS ALMAS DOS NOSSOS IRMÃOS PATRICIOS/ QUE MORRERAM NESTE SITIO ARCABUSADOS PELOS FRAN/ CESES NO ANO DE 1809 P.N.A. M.”. Trata-se de um segundo retábulo, feito já no século XX, que substituiu e procurou copiar o original que, bastante degradado pelo passar dos anos, se encontra na Biblioteca dos Bombeiros Voluntários da Arrifana.
Livro
Gonçalves GUIMARÃES, Sérgio COELHO, Felicidade FERREIRA - “Os Mártires de Arrifana. Memória da Guerra Peninsular”. Arrifana: Junta de Freguesia, 1997, 127 p."
Fonte: Joel CLETO e Suzana FARO- Massacre em Arrifana, Feira. Mortos de repente pelos franceses. O Comércio do Porto. Revista Domingo, Porto, 23 de Janeiro 2000, p.21-22.
Retirado de http://joelcleto.no.sapo.pt/textos/Comercio/MassacreemArrifana.htm/
Eleições JSD Arrifana
Decorreram ontem as eleições para a Comissão Política e Mesa do Plenário da JSD Arrifana com lista única para cada um dos órgãos.
Membros eleitos:
Comissão Política
Presidente - Ricardo Costa
Vice-Presidente - José Manuel Oliveira
Secretário - Francisco Terra
Tesoureiro - Bruno Oliveira
Vogais - Diogo Santos; Ricardo Familiar; Filipe Lisboa
Mesa do Plenário
Presidente - Jorge Silva
Vice-Presidente - Ana Silva
Secretário - Bruno Almeida
Membros eleitos:
Comissão Política
Presidente - Ricardo Costa
Vice-Presidente - José Manuel Oliveira
Secretário - Francisco Terra
Tesoureiro - Bruno Oliveira
Vogais - Diogo Santos; Ricardo Familiar; Filipe Lisboa
Mesa do Plenário
Presidente - Jorge Silva
Vice-Presidente - Ana Silva
Secretário - Bruno Almeida
23/03/09
200 anos das Invasões Francesas
No fim-de-semana de 19 de Abril vai decorrer em Arrifana uma recriação histórica para assinalar a emboscada que os Arrifanenses efectuaram às tropas de Napoleão e a vingança dos Franceses que invadiram Arrifana tendo fuzilado 70 pessoas.
Participe neste momento único que só acontece de 100 em 100 anos!
Inscreva-se como figurante na Junta de Freguesia de Arrifana e traga também a sua família e amigos e amigas.
Inscrições terminam no dia 26 de Março.
Ensaio no dia 28 de Março às 15 horas no largo da Feira dos 4 em frente aos Correios.
Entretanto reserve o fim-de-semana a seguir à Páscoa (de 17 a 19 de Abril) para participar neste emocionante evento que vai homenagear os nossos antepassados.
Mais pormenores em breve.
Participe neste momento único que só acontece de 100 em 100 anos!
Inscreva-se como figurante na Junta de Freguesia de Arrifana e traga também a sua família e amigos e amigas.
Inscrições terminam no dia 26 de Março.
Ensaio no dia 28 de Março às 15 horas no largo da Feira dos 4 em frente aos Correios.
Entretanto reserve o fim-de-semana a seguir à Páscoa (de 17 a 19 de Abril) para participar neste emocionante evento que vai homenagear os nossos antepassados.
Mais pormenores em breve.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
